Ketleyn Quadros e Bruninho Rezende serão os porta-bandeiras do Brasil nas Olimpíadas

Ketleyn Quadros e Bruninho Rezende serão os porta-bandeiras do Brasil nas Olimpíadas

Quadros é a primeira mulher judoca brasileira a carregar essa responsabilidade
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Ketleyn Quadros será porta-bandeira na cerimônia de abertura de Tóquio 2020. Foto: Gaspar Nóbrega/COB


A menos de uma semana para os Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil descobre quem carregará a bandeira verde e amarela na Cerimônia de Abertura, no dia 23 de julho. Os escolhidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) foram a judoca Ketleyn Quadros e o jogador de vôlei Bruninho Rezende. A lutadora será a primeira mulher na modalidade a carregar a bandeira no desfile das nações para o Brasil. Dos judocas, apenas Aurélio Miguel, em Barcelona 1992, e Walter Carmona, em Seul 1988, já tinham sido porta-bandeiras.


Em entrevista com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira, afirmou que essa é a maior delegação brasileira em uma edição de Jogos Olímpicos fora do país e que a escolha mais justa é a de grandes representantes de dois dos esportes que mais deram medalhas olímpicas ao Brasil.


“A Ketleyn é uma pioneira no judô, abriu caminho para uma geração extremamente vitoriosa com Sarah Menezes, Mayra Aguiar e Rafaela Silva para ficarmos apenas em alguns exemplos. Ela sempre foi um modelo de profissional e dos valores do judô”, comentou Teixeira.


A atleta é lembrada principalmente pelo bronze conquistado na edição de Pequim, em 2008, primeiro pódio das mulheres judocas brasileiras nos individuais. Após ficar ausente em dois ciclos olímpicos, em um total de 13 anos, ela retomou a competição e se tornou a terceira mulher na história a ser porta-bandeira do Brasil nos jogos de verão, sucessora de Sandra Pires, em 2000, e Yane Marques, em 2016. Além do título olímpico, Quadros possui 33 medalhas em eventos do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô.


“As conquistas são consequências de quem acredita, de quem constrói apesar das adversidades, de muita dedicação, de muito treinamento, do trabalho de muitas pessoas. Eu olho pra minha carreira e vejo que não ter participado dos últimos dois Jogos Olímpicos me ajudou a crescer, a evoluir e a estar aqui. Sou muito grata e me sinto privilegiada por representar cada um dos brasileiros sendo porta-bandeira”, comentou a lutadora para a CBJ.


Bruninho sera representante do volei na cerimonia de abertura em toquio

Bruninho com a roupa da cerimônia de abertura. Foto: Miriam Jeske/COB


Já Bruninho, filho dos ex-jogadores Vera Mossa e Bernardinho, se sobressaiu no vôlei ao atuar pela equipe de Florianópolis. Em 2007, se consagrou campeão dos Jogos Pan-Americanos do Rio e nunca mais abandonou a seleção brasileira. Ele conquistou três medalhas olímpicas e foi capitão na campanha do ouro na Rio 2016.


“Sinto uma emoção muito grande. É algo grandioso. É uma honra sem dúvida, mas me sinto um mero representante de tudo o que o voleibol simboliza para o povo brasileiro, de dedicação, garra, trabalho em equipe. É difícil descrever em palavras o que estou sentindo neste momento”, disse o levantador em comunicado da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).


Enquanto Bruninho estreia com a seleção no próximo sábado, dia 24, na Ariake Arena, contra a Tunísia, Quadros fará a primeira luta no Nippon Budokan, no dia 27. O capitão do time brasileiro de vôlei contou à CBV que começou a perceber o tamanho da responsabilidade conforme recebia as mensagens emocionantes após o anúncio.


“Espero que as pessoas se sintam representadas por mim e pela Ketleyn e nós dois consigamos representar o nosso povo, que precisa de alegrias, esperança e que se espelham nas histórias que o esporte apresenta”, completou Bruninho.